domingo, 29 de janeiro de 2012

lost

Estou chateada, mesmo chateada. Furiosa até. Odeio, odeio, odeio isto. A vontade de mandar o maior grito anda a aumentar cada vez. A pressão normalmente faz me fazer (realmente) as coisas, mas esta pressão é uma pressão de outro tipo, e eu não gosto dela, aliás, odeio-a.
Posso dizer que um dos meus maiores problemas a nível de comunicação interpessoal é o facto de os meus problemas passarem para o outro lado, afectar a outra pessoa. Ando exausta, cansada mesmo, pressionada, aborrecida e farta que me digam que ando assim e estranha. Eu sei que não ando bem, agradecia que me dessem soluções e não a descrição de como ando, porque isso ando eu a ver… Vai chegar o dia, vai chegar o verdadeiro dia em que tudo isto irá desaparecer. Porque tem que desaparecer, simplesmente.
Estou farta mas farta disto tudo. Só quero que me deixem só no meu canto e que me deixem dormir, não me perturbem. O que mais sinto a necessidade é de um real apoio. Não estou com isto a dizer que preciso de alguém, tipo um par. Não, não é isso. Sinto me bem como estou. O que pretendo dizer é que necessito de alguém com que me identificar de verdade, e que me possa trazer algo refrescante. Talvez possa parecer que estou a pedir demasiado mas eu so queria algo, alguém com que pudesse dizer certas merdas sinceramente.
Estou farta, exausta mesmo desta treta e sei que ainda só vou a meio disto. É o que custa mais. Também o que custa é o facto de ter noção que ando a deixar fugir certas coisas, coisas essas, que não devia, de forma alguma, deixar fugir. Merda mesmo, fodasse mesmo, caralho mesmo! Que treta, porque é que tem que ser sempre esta merda?

sábado, 28 de janeiro de 2012

EAT, PRAY, LOVE

Há dias revi o filme “Eat, Pray, Love”. A primeira vez que o vi foi com uma amiga e as minhas 2 professoras de filosofia. Chegou se ao fim do filme e o resultado foi elas as duas (principalmente a mais velha) terem gostado do filme, tendo realçado o facto de ser algo que se passa com muitas mulheres ao passar a meia idade e o filme por esse facto, acabava por ter uma componente um algo mais “pesada”. Lembro me de o ter visto e ter pensado “só mais um filme para mulheres de meia-idade”. A verdade é que quando o revi, acabei por me identificar com certas partes do filme, na medida em que toda a pessoa necessita de comer, orar e amar. Comer é aquela cena que pronto não chega a ter muito a dizer, mas a parte do orar saltou me desta vez bastante à vista. Todo o ser humano (na minha modesta opinião) necessita, tem a necessidade pelo menos de acreditar em algo. Não me refiro aqui só à questão de um Deus como a única cena, mas ate um dito ateu acredita em algumas cenas, nem que seja no ter q acordar todos os dias de manha para sair à rua. Fui educada a familiarizar me com a religião católica e agora vejo que não é algo que tenha valido muito a pena sinceramente. Acredito que há algo dito “superior”, uma força, não um homem que morreu por nós e renasceu pa nos salvar e assim, alem do mais, c as tretas que se tem visto q os “senhores” desta igreja fazem não me deixa de modo nenhum mais satisfeita com a coisa.
Acho que é importante meditar, meditar mos acerca do que se passa à nossa volta, neste mundo, limpar os pensamentos, filtrá-los, de modo a que sejamos mais “verdadeiros”, mais reais. Após ter revisto o filme apercebi me que preciso de meditar, que não o faço muitas vezes, devia fazer muitas mais, limpar a nossa alma é algo que para mim tem alguma importância e acho que todos devíamos de o fazer sempre que sentíssemos a necessidade. Não é só quando temos o dito “tempo”, devemos ter tempo para tudo o que quisermos, basta querer, escolher. O estar em contacto com o chão, a terra, o ar que nos invade, o conseguir estar concentrado independentemente do que se passa à nossa volta, acho isso de valor mesmo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ao menos isso

Há muita coisa que podia dizer aqui mas sabendo quem sou e como me chamo, tenho noção que o mais provável é esquecer me de mil cenas, se calhar, as mais importantes até. A questão passa muito por quem somos, o que estamos a fazer neste mundo… Eu não sei bem quem sou e, sinceramente não faço a mínima do que ando cá a fazer. Posso parecer inconsciente, despreocupada, mas a grande cena é que não sei mesmo. Sei que gosto de muitas cenas, que sou boa a algumas e atleticamente desaprovada para outras. That’s life, je sais. Agora, uma pequena coisa, um pormenor que me anda a provocar um pouco de comichão no céu da boca é toda a questão (e que grande questão) da essência de cada ser humano que habita neste mundo. É suposto ser mos sempre especiais, pelo menos para uma pessoa, mas é o suposto. Todos temos os nossos amigos, os nossos familiares, os amores das nossas vidas, essas coisas…e sentimo nos especiais, de diferentes modos, la esta, mas sentimos que o somos para alguém. Todos pensamos que temos a nossa personalidade, depois há sempre os que nos dizem que não temos personalidade bla bla bla…fuck you, personalidade tem-se, aqui trata-se é da questão de ter ou não, alguma essência. Há sempre aquele grupo vasto de pessoas que vamos conhecendo ao longo da nossa vida que passam a uma velocidade enorme e que as vezes deixam marcas e outras vezes não. Ao longo dos meus gigantescos anos de vida (toda ela cheia de grandes cenas de cinema, de acção, todas essas coisas fixes, pronto, eu tenho tudo isso na minha vida, é uma aventura constante) fui conhecendo algumas pessoas, fazendo e desfazendo algumas amizades (coisa típica)…hoje bati com a cabeça na parede e percebi que os que ficam, os que sobrevivem a todas as lutas constantes comigo, são realmente pessoas lindas, com muita essência, mesmo quando se trata de pequena aventuras fugazes, há uma, em especial, que me marcou e que deu para conhecer um pouco de toda esta cena e que apesar de ter sido super hiper mega mas mesmo super hiper mega fugaz, foi do conjunto de dias mais felizes da minha vida. Fico feliz por ter conhecido uma pessoa com outra essência, essência essa que não estava habituada a conhecer.

bullshit

Tenho saudades. Ou melhor, tinha. O ir para uma nova cidade, o sair de casa, o ir para todo um mundo novo e diferente tornou se realmente em algo muito assustador para mim. Pensava que ia ser fácil. Não foi. Não foi porque o apoio que estava à espera não veio quando foi preciso. Tentei vir a casa sempre que pudesse no início, mas depois comecei a ver que o vir a “casa” traduzia-se em “fim de semana estragado”. Estive a primeira semana das ferias em Lisboa, praticamente sozinha. Só pensava em regressar para os meus amigos, as minhas pessoas. Pois bem, estou agora aqui e continuo sozinha e traz me uma revolta e é ainda mais frustrante porque aqui não há como haver desculpa. Eu estou aqui, vocês todos estão aqui e, no entanto, continuo em casa, fechada, no computador, tal e qual como em Lisboa. Será que estou a prever um maior afastamento da minha parte? Não quero parecer derrotista, pessimista, mas valerá realmente a pena voltar a “casa”? Para mim não vale simplesmente. O regressar a casa é confortante na medida em que estou nas minhas origens com os meus pais e gata, mas é só isso, e a cena é que devia traduzir-se em pouco tempo em casa ao pc e todo o resto do tempo com os verdadeiros amigos. Sinto me só, mais ainda que abandonada. Todos vocês têm as vossas coisas, eu sei, mas sinto me mais como “a amiga” (ponto final). E começo a ficar farta. Não pretendo favores de ninguém quando me dizem que posso ficar com o par tal. É suposto sermos todos amigos, right? Porque é que sinto que sou eu e os pares? Algo não está certo para mim e eu não gosto de sentir isto. Se é assim prefiro mil ficar sozinha na cidade, não aqui.

O


Obrigada por teres existido. Tenho para mim, que gostava de te ter conhecido, pessoalmente então,teria sido óptimo. Um artista, um verdadeiro artista, a definição de artista.

voltei

Voltei para este posto. Já não vinha aqui hà muito, tinha saudades. Acho importante, tal como ler "profecias" de outras pessoas, partilhar as minhas. Temos sempre coisas a aprender, isso é certo. Pode ser algo que não nos preencha, não nos satisfaça, mas aprendemos sempre algo, devemos pelo menos. Retomei esta "coisa", este meu espaço. Estou diferente. Cresci, tal como a natureza o faz, também eu o fiz. Que "isto" me abra certos caminhos, me guie para alguma luz, já que essa todos nós necessitamos.